quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Quem paga, o que?"

Fez –se o silêncio, não foi possível distinguir quem deu o ultimo gemido...teria sido uníssono?...
A prostituta recostou a cabeça no travesseiro – depois da melhor transa de sua vida - e pensou se deveria dizer, se deveria expressar que aquilo foi maravilhoso e que nunca havia sentido prazer tão intenso...pensou por alguns instantes se haveria preço, afinal aquilo fora bom para ela também.
Ele, um amante voraz, que sabia que a tinha feito subir ao céu – mais de duas vezes – e ao acender seu cigarro, puxando-o pelo canto da boca, daquela maneira que acreditava ser a mais charmosa, virou-se a sua parceira e disse:
_Tenho de ir embora, algo mais a ser feito?
_Minhas pernas ainda tremem, de certo nada mais posso fazer!
Ele sorriu, sabia que aquilo fora um elogio, que não era necessário, pois era visível a satisfação dela.
Levantou, ela ainda olhou pela ultima vez para aquilo que a fez sussurrar, colocou sua calça e abotoou a camisa, foi em direção a prostituta e com a mão estendida disse:
_Duzentos reais.
_Em cima da mesinha, espero nos vermos em breve...
Saiu. Foram os duzentos reais mais gostosos de serem ganhos, mesmo para um sujeito que transa por dinheiro..

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